
(Imagem retirada da Internet)
Mais uma vez o André deixou-me a pensar (sim, tens essa capacidade de me deixar a pensar de uma forma filosófica), 'como vêem os teus olhos o mundo depois dessas aventuras e correrias?'. É bastante complicado explicar-vos como vejo o mundo neste momento, tenho demasiadas ideias e sentimentos a pairar o meu pensamento ao mesmo tempo. Perguntam-me muitas vezes: 'E estás a gostar?', a minha mente pára, simplesmente fica estática e eu não sei o que responder, só passado uns largos segundos é que me surgem as primeiras palavras nos lábios, 'Ainda estou cá há pouco tempo...'. Acho que para este sentimento tenho uma explicação, ainda não caí em mim. É tudo muito estranho, não sei bem como vos explicar, mas é realmente estranho. Acho que ainda me custa a acreditar que atingi um dos meus objectivos principais de vida, entrar no ensino superior no Porto e no curso que queria. Mas sim, aprendi a ver o mundo que me rodeia de uma nova maneira, de uma maneira ainda mais diferente do que já costumo ver. Aprendi a dar ainda mais valor à minha casa, às pequenas coisas que envolvem o meu quarto, aprendi a dar ainda mais valor às pessoas que me rodeiam. No entanto, ir para fora três semanas fez-me crescer mais um bocadinho. Mais uma vez tive de confiar em mim própria e nas minhas intuições (nas quais durante o verão tive bastantes dúvidas sobre se existiam ou não), mais uma vez ir para um sitio completamente desconhecido me ajudou a evoluir como pessoa. Foi uma óptima experiencia e que ficará gravada como o inicio da minha vida académica, num curso pelo tanto lutei, conheci pessoas maravilhosas e aumentei o meu grupo de amigos. No entanto, vejo o meu Porto com mais cores do que antes via. Vejo as cores mais vivas, mais alegres, mesmo quando o céu está escuro e ameaça chover, mesmo quando as primeiras gotas de água tocam o asfalto e levantam um cheiro negro, ainda assim eu consigo ver a luz que a minha cidade tem, as cores que por de trás da noite escura se tentam sobressair. E assim, a sua beleza ilumina e eu sorrio, e penso 'Estou em casa', é assim que me sinto sempre no final de cada dia e é então a altura do dia em que me sinto mais 'irreal'. Como se ainda não tivesse acordado de um sonho que parece ser inalcançável, como se tudo fosse um produto da minha imaginação que tantas vezes deixou fluir e que outras tantas me custou deixar partir. Sabem? Re-descobri-me e voltei a dar o devido valor a mim própria, sim porque mais uma vez este verão perdi muito a confiança em mim própria, e o facto de ter ido para fora fez-me voltar a perceber que sou uma pessoa forte e talvez mais, do que eu própria imaginei. Sinto-me feliz, estou perto de quem adoro, de quem amo, estou perto do meu mundo, dos meus sonhos e acho que acabei por ir para longe para descobrir mais um pouco de mim própria. E tudo para dizer que me sinto bem, estranhamente bem, e é isso que me faz acreditar que isto não é só um sonho.
OBRIGADA minhas queridas por tudo, OBRIGADA André Jesus

(Imagem retirada da Internet)
O meu querido André tem razão, esta minha ausência foi realmente estranha e acabei por deixar este meu canto durante uns tempos como um banco vazio onde ninguém passa, mas completamente compreensivel quando eu vos contar na correria em que têm passado os meus dias. A última vez que vos escrevi tinha acabado de partir de Faro rumo a casa, rumo à minha cidade e ao meu bom Porto. A sensação de ver a Ribeira à noite no comboio, com todas as suas luzinhas a iluminar a minha cidade foi uma sensação inesquecivel e completamente indescritivel. Sabem a sensação de verem uma das paisagens mais bonita, juntamente com o coração aberto a dizer 'Chegaste a casa, é aqui que pertences'? Pois bem, foi isso e muito mais o que senti naquele momento. Foram tantas emoções ao mesmo tempo... Foi o facto de não conseguir ainda acreditar que tinha voltado, que o inicio de um sonho tinha finalmente começado, foi o meu regresso, foi uma pequena parte do meu coração que ficou por Faro, mas apesar de tudo foi chegar de braços abertos a uma nova rotina. Pois bem, ora lá está algo à qual não foi fácil de me habituar, uma nova rotina. O horário, a turma e até mesmo as cadeiras eram e são completamente diferentes das de Faro. Tive de me habituar a andar todos os dias de comboio, tive de me habituar a levantar bastante cedo e a chegar tarde a casa, mas a verdade é que a recompensa de estar em casa compensa tudo o resto. O cansaço parece desaparecer cada vez que me encaminho para Campanhã e vejo as luzes sobre o Douro, o reconforto de saber que vou para casa no final de um dia cansativo dá-me força para que no dia seguinte me volte a levantar. Tenho tentado acompanhar todas as cadeiras, tentado recuperar trabalhos que deixei para trás e principalmente integrar-me na turma. A última já se começa a concretizar, mas as outras está a ser bastante complicado. As frequências começam em breve e eu ainda pouco sem e o que mais me falta é tempo, entre praxe, trabalhos e viagens de comboio lá se vão todas as minhas horinhas, e o maior problema é que o meu curso é o que tem uma carga horária maior, o que só dificulta as coisas, mas costuma-se a dizer que quem anda por gosto não se cansa. Ora bem, cansa-se no modo literal da palavra, mas pelo menos nunca páro de lutar. Mas bem minhas queridas e meu querido André, vou dormir, a noite passada tive praxe e a seguir fui fazer o trabalho de Sociologia, resumindo: só dormi 3horas e como amanhã não quero atropelar ninguém na minha aula de condução vou mas é deitar-me.
Assim que poder passo nos vossos cantinhos e actualizo mais este meu espaço^^

(Imagem retirada da Internet)

(Imagem retirada da Internet)
(As quatro meninas da casa! Foto tirada por miss D.)
P.S.: Como vos poderei agradecer o apoio?

(Imagem retirada da internet)
Debaixo de estrelas me despedi, debaixo de estrelas me deixei levar.
Sei que já não escrevo à uns dias, mas devem imaginar a roda viva em que vai a minha vida. Tratar de papelada foi como passei os meus últimos dias, mas parece que finalmente hoje isso acabou. Mas vou tentar descrever estes meus últimos dias. Na sexta feira fui mais uma vez tratar de papéis para poder candidatar-me a uma terceira fase, à noite fui ver mais um fantástico concerto dos 'Amália Hoje'. O coliseu do Porto vibrou (liberalmente) ao som das melodias do grupo, as mãos cansaram-se de tantas palmas que bateram e a voz começou a falhar depois de cantar canções com tanta alma e vontade. Sem dúvida uma óptima despedida da minha amada cidade. No sábado andei a comprar algumas peças de roupa que me faziam falta, passei a tarde nas compras e à noite fui à despedida que os meus meninos me prepararam. Só faltava as lágrimas deixarem-me ficar mal, despedi-me da minha taradinha com um aperto no coração, e ver que tinha de me afastar de todos aqueles amigos maravilhosos ainda doeu mais, mas quando chegou a hora de despedir-me do namorado só me faltava mesmo partir o coração. Mas um desejo de um futuro como terapeuta da fala falou mais alto e com apoio de todos esses grandes amigos, grande namorado e grande familía deixei-me levar pela forla de todos eles. Deixei-me levar para perseguir um sonho mais recente que muitos outros, mas que continua a ser um sonho com sentido e um desejo de o concretizar. Deixei-me levar a com a sua ajuda. E agora cá estou, após um domingo de despedidas e uma noite de viagem do Porto a Faro, cá estou eu. Encontrei uma casa agradável e vivo com mais três raparigas, para primeira impressão é boa. Tive a minha primeira aula hoje e também correu bem. Tenho andado de um lado para o outro a tratar de coisas, ando cansada, mais fisicamente do que psicologicamente, mas ando cansada. Mas sabem uma coisa? Ando mais animada, deixei de ser um parasita e agora é só continuar deixar-me levar e deixar de pensar no que não é necessário.
P.S.: Obrigada a todos vocês porque sem dúvida que foram importantes para esta minha vinda para Faro.

(Imagem retirada da Internet)
Aqui vou eu, vou para Faro nem que seja apenas temporariamente, mas vou. Não entrei no Porto por uma única décima e então decidi candidatar-me na mesma à terceira fase, no entanto até lá vou me adaptando a Faro. Não foi fácil a decisão e ver as lágrimas a correrem o rosto da minha irmã e da minha mãe ainda tornou a decisão mais dificil. Estive a pensar em desistir da ideia, ficar um ano a trabalhar e para o ano entrar no Porto, mas tenho que experimentar coisas novas não é? Acho que chegou a altura de largar a asa da mãe e ir para um lago mais desconhecido. Vai-me custar imenso até porque sou muito ligada à minha mãe e ao resto da minha família, mas só de saber que já tenho uma passagem de avião para o mês que vem vir cá fazer uma visita, as coisas parecem ficar melhores. Não vou ficar forçada a ficar lá em baixo, se não gostar parto rumo ao Norte novamente, mas neste momento o meu destino é o Sul. O namorado fica no Norte, não sei bem como vamos ficar mas acho que só o tempo o dirá. Até à minha partida, domingo, tenho muito que preparar. Tenho de tratar de papéis e mais papéis, tenho de comprar coisas que me faltam, tenho de me despedir dos amigos que não me deixam partir sem lhes dizer 'Até breve', tenho de passar o maior tempo que posso com a minha mãe pois sei que ela vai ser a que vai sentir mais a minha partida. Vai-me doer tanto, é demasiado longe, são mais de 600 km de distância e poucas vezes vou poder estar com a familia, vai-me custar imenso mas tenho de ser forte, afinal é o curso que quero. E se algo correr mal, apanho o primeiro comboio e venho para casa, venho para o sítio onde pertenço, mas pelo menos sei que tentei. Acho que não me perdoaria se não tentasse e num futuro iria andar a pensar no 'e se' e como não gosto de pensar assim, tenho de arriscar e depois logo se vê como correm as coisas. Aí que a minha vida vai levar uma volta de 180º e vai doer, acredito que as lágrimas ainda me vão correr muitas vezes pelo rosto nos próximos tempos, mas tenho de tentar não é? E é isso mesmo que vou fazer, e depois pode ser que goste de lá e que ame o curso (que é mesmo essa a minha intenção) e que depois até ande ocupada e comece a gostar de lá. Mas até lá, não vou pensar se vou falhar ou não, vou pensar que vou dar um novo passo na minha vida e mais que não seja estou a experimentar algo novo.
P.S.: Obrigada a todas pelo vosso apoio, são umas queridas e acreditem que me deram muita força para tomar esta decisão.
Entrei em Faro, não sei se hei de ficar contente por finalmente ter entrado, coisa de que não estava nada à espera, só se pelo contrário, se ficar desanimada por ter entrado na outra ponta do país. Mas bem, entrei em terapia da fala e acho que isso é o importante.

(Imagem retirada da internet)
Eu sempre adorei as estações do ano, adoro as cores que cada uma delas trás e acho que isso se tem mostrado no meu blog, afinal dei hoje conta que altero sempre a imagem no inicio de uma nova estação e nem sabia. E o engraçado é que sou influenciada pelas cores de cada estação. Desta vez entreguei-me ao outono, uma das minhas estações preferidas. Adoro a mistura do amarelo com o vermelho e o laranja que piso todos os dias, gosto de ouvir a primeira chuva da estação bater no vidro e gosto de me aconchegar no primeiro cobertor colocado na cama. Gosto de comer pela primeira vez no inicio do tempo frio as minhas torradinhas com manteiga e adoro sentir o primeiro arrepio de frio quando vou na rua. Quanto ao visual, foi tudo feito por mim, no entanto à algo que ainda não me agrada muito e vou tentar mudá-lo^^
P.S.: Os resultados da universidade saiem amanhã de manhã e sou-vos sincera, esperança:0 ; animação: 0 ; medo: 100!
P.S.2: Agora acho que já arranjei o cabeçalho ao meu jeito, comentários, sim?

(Imagem retirada da Internet)
Nascida a 2 de Outubro em Connecticut, em 1947, Annie Leibovitz é actualmente uma das minhas fotógrafas preferidas. Eu sempre gostei de fotografia, não como modelo e odeava particularmente aparecer nas fotografias, eu sempre preferi o atrás da câmara. Com o passar dos anos esta minha paixão foi crescendo, há cerca de quatro anos juntei dinheiro durante um ano inteiro e empreguei-o numa câmara fotográfica. Era digital e apenas com zoom digital, era de má qualidade e poucos pixeis, mas deu para tirar muitas das minhas fotografias preferidas. Apenas comprei uma digital por ser mais económico, poupava dinheiro na resolução e escolhia as que queria imprimir, mas o que eu realmente queria era uma óptica, como ainda desejo. Gosto de ter a objectiva na mão e adaptála ao momento, gosto da luz vermelha num estúdio escuro e tornar simples negativos em pedaços de papel com recordações. Cheguei a ter aulas de fotografia na escola, num laboratório acabadinho de construir e adorei, passei a amar a fotogragia. E porquê Annie Leibovitz? Quando tinha cerca de 15 anos vi um documentário sobre a vida dela, onde mostraram muitos dos seus trabalhos. A fotografia de John Lennon com Yoko Ono ficou me gravada na memória, era uma fotografia simples, intima e parecia contar uma história de amor verdadeira, sem qualquer tipo de complicações, foi então que se tornou a capa da revista Rolling Stones, até porque tinha sido tirada na manhã do seu assassinato. Mas não é isso que interessa, o que acho realmente importante no seu trabalho é o facto de ela conseguir criar histórias através de fotografias, consegue criar nos seus estúdios um mundo completamente mágico e transmitir essa sensação de fantasia para quem observa o seu trabalho. Adoro a forma como os seus modelos ficam em posições naturais, adoro a forma como ela transforma o banal em fantástico eda forma que dá encanto aos seus cenários. Transforma os actores famosos em simples márionetas nas suas mãos e transforma-so em personagens de um conto completamente diferente do que estamos habituados.
As fotografias falam, e por vezes contam-nos belas histórias.
![]()
(Imagem retirada da Internet)
| Provided by the elogicwebsolutions.com web design team. |